Home / Artigos / PAGANDO O MAL COM O MAL.

PAGANDO O MAL COM O MAL.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.” (Mateus 5.38)

A lei de talião, do latim lex talionis (lex: lei e talio, de talis: tal, idêntico). Esta lei encontrada, pela primeira vez, no código de um imperador babilônico chamado Hamurabi (que viveu por volta de 1792 a 1750 a.C.). Ela consiste em que o criminoso é punido de maneira igual ao dano causado. Ela é apropriadamente chamada de retaliação.

Infelizmente ainda é uma prática muito usada hoje. Temos o costume de pagar na mesma moeda a ofensa ou o mal sofrido, aplicando consciente ou inconscientemente a lei do talião. Entretanto, o que a Bíblia nos ensina? Voltando ao texto acima, percebe-se que Jesus não para na constatação do fato que era aplicado e ensinado pelos antigos. Ele apresenta uma alternativa a lei: “Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer um que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra… Assim, Jesus acaba com o principio do revanchismo, da vingança pura e simples, da retaliação, quando   somos feridos, ofendidos e maltratados.

Como dever ser o comportamento cristão diante das ofensas, agressões e injustiças que sofremos? Nas Bem-aventuranças, Jesus ensina duas coisas: 1) Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; 2) Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.” A visão do Senhor Jesus é radicalmente diferente da lei do Talião, das posturas que assumimos diante das perseguições e ofensas injustas que sofremos. Em vez de odiar o nosso inimigo temos que amá-lo, e orar e abençoá-lo. Por que temos e devemos de fazer assim? Jesus diz: “Sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai Celeste.” Ele nos amou quando erámos inimigos e o ofendíamos continuamente. Se somos seus filhos, devemos proceder da mesma forma.

O Novo Testamento é bem claro quanto a nossa atitude e comportamento diante dos problemas de relacionamentos com as pessoas. Apóstolo Paulo em Romanos 12 apresenta algumas recomendações que devemos seguir e obedecer: a) Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; b) Se possível, quando depender de vós, tende paz com todos os homens; c) não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar a ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor; d) Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; ser tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça; e) Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.

Apóstolo Pedro em sua primeira carta, ele chama a nossa atenção, dizendo: “não pagando mal por mal ou injuria por injuria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança.” Realçando a nossa postura e conduta como cristãos, ele diz: “porque isto é grato, que alguém suporte tristezas, sofrendo injustamente, por motivo de sua consciência para com Deus. Pois que glória há, se, pecando e sendo esbofeteados por isso, o suportais com paciência? Se, entretanto, quando praticais o bem, sois afligidos e o suportais com paciência, isto é grato a Deus. Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos.

A questão é: Temos seguido o modelo de comportamento ensinado nas Escrituras. Ou para nós o que vale é ainda a lei de talião, a lei da retaliação, do bateu levou? Pense e reflita diante de Deus em oração.

 

 

Sobre Rev Luiz Carlos

Veja Também!

dcsdasd

A REFORMA DE ONTEM. UMA REFORMA PARA HOJE.

"Comemorar a Reforma não é uma questão de saudosismo ou apego à tradição, mas significa reafirmar os fundamentos bíblicos redescobertos e confessados pelos reformadores, sem os quais ficaremos à deriva no mar de incertezas que caracteriza a presente era". Disse o Rev. Alderi Souza de Matos, Doutor em história da igreja.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *